segunda-feira, 13 de maio de 2013

Carmelito fala sobre posicionamento do PT em relação à administração municipal e a possível CPI sobre os serviços de coleta seletiva

Na terça-feira, (07/05) o vereador Carmelito Lunardine do Amaral (PT) falou na reunião dos vereadores sobre a postura que terá em relação ao Poder Executivo Municipal. Defensor da união dos partidos de esquerda da cidade, em decorrência das semelhanças ideológicas, o vereador acreditava em um possível acordo do bloco do governo, liderado pelo Partido democrático Trabalhista (PDT) com o seu partido, o Partido dos Trabalhadores (PT).
Na opinião do vereador Carmelito ocorreu uma lentidão da base governista em negociar a possível adesão petista à administração. Carmelito diz lamentar que as lideranças partidárias não tenham chegado a um consenso, no entanto, ressalta que a partir de agora seu posicionamento será diferente. O vereador explica que seu trabalho na Câmara de Vereadores será de apoiar os projetos que beneficiam a comunidade e criticar aquilo que em sua opinião fere o coletivo e o bem comum dos cidadãos.
“É uma pena a base governista não chegar a um acordo com o Partido dos Trabalhadores, ignorando o atual momento do PT nos governos estadual e federal. Neste sentido, terei que realizar um trabalho diferenciado na Câmara, uma espécie de apoio crítico à atual gestão. Apoiarei aquilo que é bom para São Borja, mas, serei crítico dos projetos que não são claros, cuja proposta não abrange a maioria, no entanto, farei a crítica construtiva, aquela que aponta possíveis soluções. Quero marcar a vida pública por ser alguém que ajudou a construir algo e não somente fez oposição, sem a preocupação de melhorar a qualidade de vida das pessoas” – explicou Carmelito.
Ainda durante a reunião dos vereadores, Carmelito disse estar disposto a abrir uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar os contratos com a empresa Ecolix, responsável pela coleta de lixo nos últimos cinco anos em São Borja. Carmelito deixou claro que as funções principais de um vereador é verificar, investigar e cuidar do dinheiro público. O vereador esclarece que algumas coisas precisam ficar claras, entre elas o que motivou a administração anterior a não realizar licitação para contratação da empresa, o porquê da renovação do contrato emergencial ser sistemática, entre outras dúvidas. Carmelito explica que tem os votos necessários para abrir a CPI e à medida que o executivo municipal não prestar contas, demorando com a entrega de documentos, ou os contratos não esclarecem as dúvidas do parlamentar, o vereador dará encaminhamento ao processo a fim de que seja composta a comissão.

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