Na terça-feira,
(07/05) o vereador Carmelito Lunardine do Amaral (PT) falou na
reunião dos vereadores sobre a postura que terá em relação ao
Poder Executivo Municipal. Defensor da união dos partidos de
esquerda da cidade, em decorrência das semelhanças ideológicas, o
vereador acreditava em um possível acordo do bloco do governo,
liderado pelo Partido democrático Trabalhista (PDT) com o seu
partido, o Partido dos Trabalhadores (PT).
Na opinião do vereador
Carmelito ocorreu uma lentidão da base governista em negociar a
possível adesão petista à administração. Carmelito diz lamentar
que as lideranças partidárias não tenham chegado a um consenso, no
entanto, ressalta que a partir de agora seu posicionamento será
diferente. O vereador explica que seu trabalho na Câmara de
Vereadores será de apoiar os projetos que beneficiam a comunidade e
criticar aquilo que em sua opinião fere o coletivo e o bem comum dos
cidadãos.
“É uma pena a base
governista não chegar a um acordo com o Partido dos Trabalhadores,
ignorando o atual momento do PT nos governos estadual e federal.
Neste sentido, terei que realizar um trabalho diferenciado na Câmara,
uma espécie de apoio crítico à atual gestão. Apoiarei aquilo que
é bom para São Borja, mas, serei crítico dos projetos que não são
claros, cuja proposta não abrange a maioria, no entanto, farei a
crítica construtiva, aquela que aponta possíveis soluções. Quero
marcar a vida pública por ser alguém que ajudou a construir algo e
não somente fez oposição, sem a preocupação de melhorar a
qualidade de vida das pessoas” – explicou Carmelito.
Ainda durante a reunião
dos vereadores, Carmelito disse estar disposto a abrir uma Comissão
Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar os contratos com a
empresa Ecolix, responsável pela coleta de lixo nos últimos cinco
anos em São Borja. Carmelito deixou claro que as funções
principais de um vereador é verificar, investigar e cuidar do
dinheiro público. O vereador esclarece que algumas coisas precisam
ficar claras, entre elas o que motivou a administração anterior a
não realizar licitação para contratação da empresa, o porquê da
renovação do contrato emergencial ser sistemática, entre outras
dúvidas. Carmelito explica que tem os votos necessários para abrir
a CPI e à medida que o executivo municipal não prestar contas,
demorando com a entrega de documentos, ou os contratos não
esclarecem as dúvidas do parlamentar, o vereador dará
encaminhamento ao processo a fim de que seja composta a comissão.
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